Desabafo

Com o recente escândalo da Comsercaf (recente porque já foram vários e nas mais diversas autarquias que vão sendo criadas e fechadas, vide Procaf e Secaf), um fato me chamou a atenção nas redes sociais sobre o comportamento da “mídia amiga”, dos apoiadores e dos eleitores de Marquinhos “Multiprocessado” Mendes:

Uma parte deste grupo entrou em silêncio sepulcral. Alguns por vergonha, outros por arrependimento e vários por medo do “respingamento” das graves denúncias.

Outra parte tenta justificar a roubalheira dizendo que no governo anterior ocorria o mesmo, o que é a mais pura verdade, mas convenhamos, isso é conversa para “boi dormir” e falta de argumentos.

Entretanto, o mais grave é que muita gente tenta justificar a ladroagem dizendo que qualquer um que ganhasse a eleição faria o mesmo. Tentam medir os outros candidatos com a mesma “régua fajuta” que medem seus “corruptos de estimação” e suas ambições pessoais.

Quero só deixar claro que fui candidato a prefeito desta cidade por três vezes, 2008, 2012 e 2016. Sempre me portei com dignidade, franqueza e retidão, apesar de saber de todas as dificuldades que a conjuntura política local me obrigava a enfrentar nestas disputas.

Em todas enfrentei estes pilantras com a coragem de poucos e denunciei com vigor estes ralos de corrupção de desvio do dinheiro público na cidade. Falei nas entrevistas individuais, nos debates e nos programas eleitorais. Está tudo gravado e disponível na internet.

Logo, não me venham com este “papo furado” que político é tudo igual e que todos são ladrões. Esta carapuça não me serve, como também não serve a vários outros agentes políticos que vem lutando no nosso município, no nosso estado e no nosso país contra tudo isso.

Dá para enxergar isso, basta prestar mais atenção nos fatos políticos e apurar o senso crítico na hora de votar. O pior cego é aquele que não quer ver.

Já dizia também Mário Quintana: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem.”

Desculpem o desabafo e a indignação !!

 

 

 

*Cláudio Leitão é economista e professor de História.

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